Pai se emociona ao falar sobre filha morta em tentativa de estupro no PR: 'Ela estava ensinando a gente a viver'

Família de Thaissa Gabrielly cobra justiça após assassinato em Londrina A morte de Thaissa de Oliveira Marques, de 21 anos, completa uma semana nesta sexta-f...

Pai se emociona ao falar sobre filha morta em tentativa de estupro no PR: 'Ela estava ensinando a gente a viver'
Pai se emociona ao falar sobre filha morta em tentativa de estupro no PR: 'Ela estava ensinando a gente a viver' (Foto: Reprodução)

Família de Thaissa Gabrielly cobra justiça após assassinato em Londrina A morte de Thaissa de Oliveira Marques, de 21 anos, completa uma semana nesta sexta-feira (17). A jovem foi assassinada a facadas após reagir a uma tentativa de estupro enquanto trabalhava em uma academia de Londrina, no Norte do Paraná. Uma semana depois do crime, a família mantém vivas as lembranças da jovem. Em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, Edivaldo Marques, pai da vítima, se emocionou ao relembrar que a jovem gostava de estudar e que era uma pessoa que 'todo mundo gostava'. ✅ Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp "A minha filha respeitava a família inteira. Minha filha estava ensinando a gente a viver. A gente aprendeu muito com a Thaissa, sabia? A gente vai sentir muita falta dela, do carinho dela [...] Minha filha não tinha erro. A gente estava aprendendo a andar com ela", disse Edivaldo. Thaissa era a caçula da família. Ela estava no último ano da faculdade de Nutrição e, segundo os familiares, ela prestava vestibular para entrar no curso de Direito. Para os parentes, o desejo de entrar na faculdade mostrava a vontade da jovem em fazer justiça. Agora, esse sentimento permanece com a família. "A gente quer justiça, porque ela não vai voltar com a gente. Que ele pague o que fez, porque ele estava consciente", declara Edivaldo. Edivaldo relembra que a última vez que conversou com a menina foi no dia do crime, quando a jovem estava indo trabalhar. "Ela disse: 'Papai, fica com Deus'". OUÇA AQUI: 'Ele já veio aqui cedo': o que jovem morta em tentativa de estupro no Paraná disse em áudios sobre visitas de 'menino' à academia Thaissa e Edivaldo Reprodução Suspeito do crime está preso Segundo a Polícia Civil (PC-PR), o , de 21 anos. Ele foi preso em flagrante no mesmo dia do crime. Ao g1, a defesa dele informou que acompanha o caso e aguarda o desenvolvimento das investigações. Após o crime, Gabriel fugiu e parou em uma rua próxima ao estabelecimento porque estava com ferimentos na mão. Ele foi socorrido por pessoas que estavam no local e afirmou que havia sido assaltado. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a PM foram acionados para fazer atendimento da ocorrência do suposto assalto. Enquanto as equipes atendiam à suposta ocorrência, trabalhadores que foram à academia para prestar serviços encontraram manchas de sangue no local e avisaram a polícia. Os agentes foram até o estabelecimento e encontraram o corpo de Thaissa. Confrontado pelos policiais, o homem confessou o crime. "Ainda segundo os agentes, ele também teria declarado que pretendia estuprá-la e que, não conseguindo consumar o ato, acabou por matá-la", diz a nota da polícia. Ele foi preso em flagrante por homicídio qualificado consumado e tentativa de estupro. No depoimento à Polícia Civil, entretanto, Gabriel de Andrade apresentou versões contraditórias e disse que não se lembrava de detalhes, afirmando se recordar apenas de ter ido à academia onde o crime aconteceu. Nesta sexta-feira (18), ele permanece preso. O que a defesa diz O advogado Antônio Magalhães, que representa Gabriel, informou que acompanha o caso e aguarda o desenvolvimento das investigações. Leia na íntegra: "A defesa técnica do acusado vem a público esclarecer que acompanha o caso com absoluto respeito à gravidade dos fatos, à família da vítima e à atuação das autoridades responsáveis pela investigação. O acusado, de 21 anos, possui diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), circunstância que, segundo a defesa, deve ser devidamente considerada pelas autoridades competentes na análise individualizada do caso. A defesa esclarece que não pretende utilizar o TEA como justificativa para o ocorrido, tampouco estabelecer qualquer relação entre autismo e violência. O que se busca é assegurar que sejam apuradas, de maneira técnica e responsável, as condições pessoais e comportamentais do acusado no momento dos fatos, inclusive mediante avaliação especializada, se necessária. O acusado colaborou com as autoridades e prestou esclarecimentos sobre o ocorrido. A defesa entende que todas as circunstâncias deverão ser analisadas conjuntamente, sem pré-julgamentos e respeitando-se o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa. Neste momento, a prioridade da defesa também é assegurar que o acusado, enquanto custodiado, receba tratamento compatível com sua condição de pessoa com TEA, com as medidas necessárias à preservação de sua integridade física e psicológica e à adequada assistência durante a custódia. A defesa reitera seu compromisso com a verdade, com a legalidade e com uma atuação responsável, aguardando o regular desenvolvimento das investigações e das providências judiciais cabíveis." VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias em g1 Norte e Noroeste.